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Artigos

  • Kenu Satyanarayana

Educar para reconhecer os sentimentos

Atualizado: 24 de Set de 2019

Em nossa educação, infelizmente, não nos ensinam conceitos básicos sobre o nosso desenvolvimento psicológico. Aprofunda-se demais nas matérias técnicas como matemática, física, biologia, história e não tratamos de inúmeros aspectos que enfrentaremos em nossa vida. Por isso, é fundamental que sejam incluídas matérias que se relacionam diretamente com aspectos práticos, que nos tragam fundamentos de economia, direito e psicologia, por exemplo.


O conhecimento prévio sobre a estrutura de nossa psique e de seu desenvolvimento, ainda que inicial, romperia preconceitos, facilitaria a busca por um profissional ao primeiro sinal de desconforto emocional, sentimentos dúbios, sofrimentos, bem como auxiliaria no próprio processo psicoterapêutico.


Traria muito mais calma e tranquilidade, por exemplo, para os pais entenderem o dever e a responsabilidade que é gestar e criar uma criança, com noção prévia da importância que possuem na formação de traços marcantes da personalidade e caráter futuros desta criança, constituídos sobretudo nos primeiros anos de vida.


Permitiria às pessoas perceberem que alguns desajustes sociais, sofrimentos e tristezas são apenas sintomas indicativos de algum conflito psíquico não percebido e não compreendido, e que uma boa análise pode trazer luz a estes fenômenos, transformando-os em experiências construtivas.



Desfaria o equívoco de que traumas são apenas fatos isolados e graves, tais como abusos sexuais ou humilhações, mas decorrem de muitos fatos sutis contidos nos relacionamentos (familiares, escolares ou de trabalho) e em nossas próprias atitudes, ainda que não intencionais. Tais aspectos ficam marcados no nosso corpo emocional, podendo, inclusive, serem introjetados de forma consciente ou inconsciente, ou seja, termos ou não a nítida consciência do que ocorreu e de que aquilo nos marcou.


A nossa psique é formada pela nossa hereditariedade (constituição e temperamento), a qual representa a combinação genética de nossos pais, pelo nosso meio (socioambiental e cultural) e pela interação dinâmica constante destes fatores em conjunto com as nossas relações sociais (que se traduzem em experiências) desde o nascimento até o final de nossa vida.


Estas relações sociais - experiências - desde os primeiros momentos de nossa vida, a relação com a mãe, com o pai, irmãos, demais familiares ou com outras crianças, por exemplo, podem serem agradáveis ou desagradáveis por si só, ou podem apenas serem interpretadas como tais. A forma como introjetamos estas experiências pode ser mais ou menos realista de acordo com a nossa capacidade de apreensão e entendimento da experiência vivenciada.

Portanto, é muito importante re-significar vivências e experiências passadas, além de reconhecer nossos sentimentos sobre relações e experiências presentes para termos clareza da qualidade de sentimentos que guardamos em nossa memória, pois estas é que determinarão o sentido de contentamento.